ANAGAMA

A mais bela expressão do encontro entre o fogo e terra

Especula-se que esta técnica ancestral de queima chegou ao Japão por volta do século V através de influências chinesas e coreanas e consiste no uso de um forno, construído na forma de uma caverna com apenas uma câmara, onde o fogo e as peças em argila dividem o mesmo espaço, sem que nenhuma estrutura física os separem.

É necessário um suprimento contínuo para queima, pois a madeira lançada ao forno quente é consumida rapidamente e este trabalho deve ser manejado 24 horas por dia ininterruptamente, em um esforço árduo e minucioso para alcançar algumas variáveis ideais, que incluem a aparência das peças dentro do forno, a temperatura, a quantidade de cinzas, a umidade das paredes do forno e das peças, entre outras. A queima da madeira não produz apenas calor, em temperaturas que podem chegar até 1400 graus celsius, mas também cinzas e sais voláteis que se depositam nas peças durante a queima.

 

A complexa interação entre o fogo, as cinzas e os minerais que compõem a argila formam um esmalte natural, que pode se apresentar em uma grande variedade de cores, texturas e espessuras, podendo ser suave e brilhante ou até áspero e rústico. A posição das peças dentro do forno também afeta o resultado final, uma vez que as peças mais próximas à fornalha podem receber camadas pesadas de cinzas ou até serem imersas em brasas, enquanto outras em locais mais profundos no forno podem ter efeitos mais suaves. A relação das peças entre si, também faz com que o caminho do fogo e das cinza até elas seja diferente, alterando os padrões finais nas peças. Por isso, dizem que dispor as peças dentro de um forno Anagama é uma das parte mais difíceis do processo, pois o artista precisa imaginar o caminho das chamas enquanto atravessa o forno como forma de prever como o fogo e as cinzas vão transformar as peças.

 

A duração da queima depende do volume de peças e pode levar de 48 horas à 12 dias. E, ao finalizar a queima, o forno geralmente leva o mesmo tempo que ficou aceso para esfriar, quando então pode ser aberto, revelando as peças de cerâmica que nasceram deste encontro de tantas variáveis. A complexidade e intensidade do trabalho com o forno Anagama, desde sua construção até a finalização de uma queima, faz com que seja uma técnica difícil de ser dominada e que produz peças únicas, impossíveis de serem reproduzidas. O tempo em volta do forno, em seu manejo sem pausa, as vezes por muitos dias seguidos, faz também com que cada queima seja uma experiência única para o artista ou os artistas envolvidos. 

O desenvolvimento da técnica na cidade japonesa de Mashiko teve influência da artista Silmara Maria Watari que construiu em 1990 um dos primeiros fornos Anagama da cidade. Depois, em 1993, trouxe a técnica para o Brasil, sendo hoje uma das únicas artistas no país a dominar a técnica.

* prazo de entrega estimado: de 3 a 12 dias úteis

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