SILMARA Maria Watari

Filha de pescadores, Silmara cresceu nas Ilhas de São Francisco do Sul, em contato com a natureza. E por suas mãos, a riquíssima e complexa tradição da cerâmica japonesa encontrou tradução brasileira original e contemporânea.

Aqui em seu ateliê e na Cerâmica Anhumas, a artista desenvolve um intenso trabalho e dedica-se a diferentes técnicas mantendo especial interesse pelo Anagama, técnica que marca profundamente o seu trabalho. Oferece também cursos e residência artística como forma de trocar experiências com outros artistas, mantendo sempre a criatividade em movimento.

LINHA do tempo

1982

Sua trajetória como artista se inicia quando Silmara muda com seu marido para o Japão. Lá chegando, começa a fazer aulas de cerâmica em um centro comunitário apenas como uma distração em sua nova vida em Tokyo. Em pouco tempo, o seu interesse pela cerâmica cresce e ela parte em busca de outros locais para aprofundar seus estudos e se dedicar por mais tempo à nova paixão.

1984

Dois anos depois de iniciar seus estudos em cerâmica, Silmara encontra seu primeiro mestre, o ceramista português José Farromba, residente da cidade de Mashiko, a 130km de Tokyo e conhecida internacionalmente pela sua tradição na produção de cerâmica.

1986

Com a evolução de seus estudos e crescente interesse pela cerâmica, Silmara decide mudar-se definitivamente para Mashiko para estudar com Takeo Sudo, grande mestre da arte Ming¨Yei (arte popular) que a ensinou a fazer utensílios finos de cerâmica. Em seguida, Silmara ingressa no Centro Municipal de Apoio à Tecnologia e Desenvolvimento da Cerâmica onde ampliou seu conhecimento técnico da arte.

1989

Torna-se discípula do grande mestre Shinsaku Hamada, filho de Shoji Hamada (tesouro nacional do Japão). A partir daí Silmara passa a se interessar também pela técnica milenar do Anagama.

1990

Silmara decide construir seu próprio forno Anagama, tornando-se uma das poucas ceramistas no mundo que domina essa técnica tão antiga.

1991

No ano seguinte, a artista busca a ajuda do mestre Mitio Furutani, para aprimorar o seu forno - o processo de construção do forno foi documentado no livro “Técnica para a Construção de Anagama” do mestre.

1992

Silmara vai para a região de Gifu como discípula de Tadao Kumagaya, mestre na técnica Shino, que também utiliza a queima em forno Anagama.

Já com grande maturidade técnica, depois de estudar por anos as artes milenares e tradicionais da cerâmica japonesa, Silmara parte em busca de seu próprio estilo artístico para se dedicar a trabalhos autorais. Por isso ela busca uma residência artística com o mestre Yoji Koie, com foco em arte contemporânea.

1993

Após uma década vivendo e estudando no Japão, Silmara volta ao Brasil, estabelecendo seu ateliê e fundando a Cerâmica Anhumas em Barão Geraldo, distrito de Campinas (SP). Entretanto, a artista ainda mantém forte vínculo com o Japão, conservando seu ateliê em Mashiko, para onde viaja frequentemente para produzir e expor novos trabalhos.

2007

No final de 2007 inaugura junto a seu ateliê a galeria de arte, onde ficam expostas suas peças e são realizados eventos e exposições.

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